Em Alfama descanso o olhar
E assim desfaço o novelo
De azul e mar
À Ribeira encosto a cabeça
A almofada da cama do Tejo
Com lençóis bordados à pressaNa cambraia de um beijo.
Lisboa menina e moça, menina
Da luz que os meus olhos vêem, tão puraTeus seios sãos as colinas, varina
Pregão que me traz à porta ternura
Toalha à beira-mar estendida
Lisboa menina e moça e amada
Cidade amor da minha vida
No Terreiro eu passo por ti
Mas na Graça eu vejo-te nuaQuando um pombo te olha sorri
És mulher da rua.
E no bairro mais alto do sonho
Ponho o fado que sei inventar
A aguardente de vinho e medronho
Que me faz cantar.
Lisboa do amor deitada
Cidade por minhas mãos despida
Lisboa menina e moça e amada
Cidade mulher da minha vida.
Ponho o fado que sei inventar
A aguardente de vinho e medronho
Que me faz cantar.
Lisboa do amor deitada
Cidade por minhas mãos despida
Lisboa menina e moça e amada
Cidade mulher da minha vida.
Poema "Lisboa Menina e Moça"
Fotografias por Ana Dias, Ana Parreira , Inês Silva e Marta Dias
























































